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sexta-feira, 10 de maio de 2019

O BRASIL NA CONTRAMÃO DO COMBATE AO TABAGISMO?



Várias medidas de controle do tabagismo foram implementadas no Brasil nas três últimas décadas, em sua maioria relacionadas à redução da demanda de tabaco. O Brasil encontra-se entre os países que tiveram as maiores quedas de prevalência de fumantes no mundo. No período entre 1990 e 2015, a porcentagem de fumantes diários no país caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco se manifesta contra a redução dos impostos sobre os produtos do tabaco reiterando as recomendações aprovadas no Conselho Nacional de Saúde – CNS em 12 de abril de 2019 e se somando às manifestações das entidades civis:


A reforma na estrutura da política de preços e impostos dos produtos derivados do tabaco mais recente foi a que começou a vigorar plenamente a partir de 2012 e estabeleceu tanto o preço mínimo do maço de cigarro quanto o aumento progressivo nas alíquotas dos impostos incidentes sobre os diferentes tipos de maços de cigarro. Analisando a evolução da queda na proporção de fumantes por grau de escolaridade, percebe-se que a partir de 2011, pela primeira vez na história da epidemia do tabaco no Brasil, a queda na proporção de fumantes entre os grupos sociais menos desprovidos superou a queda observada nos grupos sociais de maior poder aquisitivo, sugerindo ter sido essa uma reforma tributária que conseguiu reduzir a iniquidade na distribuição da população de fumantes (entre 2008 e 2013 a queda entre homens com ensino fundamental incompleto foi de 19% e entre aqueles com ensino fundamental completo ou mais foi de 10%).

A Portaria do Ministério da Justiça nº 263, de 23 de março de 2019 publicada no Diário Oficial da União em 26/3/2019, propôs instituir um Grupo de Trabalho, no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública para “avaliar a conveniência e oportunidade da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil”, como estratégia para ‘diminuir o consumo de cigarros estrangeiros de baixa qualidade, o contrabando e os riscos à saúde dele decorrentes’.

Estudo recente estimou que o custo tabagismo para o país é de quase 57 bilhões de reais por ano. Desse total, R$ 39,4 bilhões são gastos com despesas médicas e R$ 17,5 bilhões com custos indiretos ligados à perda de produtividade, causada por incapacitação de trabalhadores ou morte prematura. A arrecadação de impostos com a venda de cigarros no país (cigarro responde por 96% dos produtos de tabaco consumidos no Brasil) é de R$ 12,9 bilhões, o que gera um saldo negativo de R$ 44 bilhões por ano. Um saldo negativo ainda maior ocorreria com a adoção da redução da tributação sobre cigarros. Estima-se que até o ano de 2050, o aumento dos impostos sobre o cigarro evitará 4,17 milhões de mortes relacionadas ao tabaco.

Entendemos que a melhor resposta para coibir o aumento do mercado ilegal de cigarros é a implementação plena do Protocolo para eliminar o mercado ilegal de produtos de tabaco conforme proposto pela Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco associada à ampliação do acesso ao tratamento para deixar de fumar e à intensificação das ações para prevenir a iniciação de crianças e adolescentes nos estados de fronteiras e nas populações de menor renda e escolaridade.

É importante que o Brasil reveja sua política tributária sobre produtos de tabaco não reduzindo o imposto sobre produtos industrializados (IPI) mas, pelo contrário, aumentando este imposto, bem como os preços mínimos dos cigarros, o que certamente reduzirá mais ainda a prevalência de fumantes, sejam consumidores de cigarros vendidos legalmente, sejam consumidores de cigarros ilegais. Com isto, se reduzirá a carga de doenças relacionadas sobre o sistema de saúde e previdência e o grande prejuízo econômico que essa atividade causa para o Brasil.

Incentivamos o fortalecimento das ações de ambientes livres da fumaça de tabaco; a consolidação de advertências sobre os malefícios do tabagismo nas embalagens e publicidade dos maços de cigarros; a conscientização da sociedade sobre o impacto negativo do tabagismo e a restrição à propaganda de produtos de tabaco. Além disso, é fundamental que estas medidas sejam acompanhadas de monitoramento constante.

Por reconhecermos o histórico de sucesso da Política Nacional de Controle do Tabagismo apelamos às autoridades competentes que revejam as medidas propostas, aumentando os preços e tributos do tabaco e eliminando o comércio ilegal de cigarros no país. Enfraquecer esta política significa mais mortes, sofrimentos e custos de saúde para a sociedade.


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terça-feira, 7 de maio de 2019

UM EVENTO IMPORTANTE



Entre 23 e 27 de novembro de 2019, será realizada a oitava edição do Simpósio Brasileiro de Vigilância Sanitária, o Simbravisa, em Belo Horizonte. Sediá-lo em Minas Gerais não atende apenas o critério de rodízio geográfico, mas também, e principalmente, pelo relevante processo de descentralização das ações de Vigilância Sanitária posto em prática no estado com o maior número de municípios dentre todos os demais do país. O 8º Simbravisa terá como tema “Democracia e Saúde: caminhos e descaminhos da Vigilância Sanitária”


Participe, o primeiro vencimento para

 inscrições com 

desconto foi prorrogado para 14 de maio.


 A submissão de trabalhos já está acessível, envie o seu trabalho até 15 de junho... e não perca o #8Simbravisa!


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segunda-feira, 6 de maio de 2019

COMO GUARDAR MEDICAMENTOS





1. Mantenha os medicamentos em lugares secos e frescos, seguros e específicos para este fim. Evite guardar os medicamentos com produtos de limpeza, perfumaria e alimentos.
2. Guarde na geladeira apenas os medicamentos líquidos, conforme orientação de um profissional de saúde. Não guarde medicamentos na porta da geladeira ou próximo do congelador.
3. Na geladeira não é bom colocar na porta porque quando você deixa na porta, ele acabar variando muito a temperatura.
4. Se você utilizar porta-comprimidos para guardar os medicamentos, deixe somente a quantidade suficiente para 48 horas. Os recipientes devem ser cuidadosamente mantidos limpos e secos.
5. O armazenamento de medicamentos deve ser individualizado para evitar erros e trocas com medicamentos de outras pessoas.
6. Lave as mãos antes de manusear qualquer medicamento.
7. Manuseie os medicamentos em lugares claros. Leia sempre os nomes para evitar trocas.
8. Tome os comprimidos e as cápsulas sempre com água ou conforme a orientação de um profissional de saúde.
9. Abra somente um frasco ou embalagem de cada medicamento por vez.
10. Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para facilitar sua identificação e o controle da validade.
11. Observe frequentemente a data da validade e não tome medicamentos vencidos.
12. Consulte um farmacêutico caso observe qualquer mudança no medicamento: cor, mancha ou cheiro estranho.
13. Utilize preferencialmente o medidor que acompanha o medicamento. Evite o uso de colheres caseiras. Lave-o após o uso.
14. Não passe o bico do tubo do medicamento em feridas ou na pele quando for utilizar pomadas. Você pode contaminar o medicamento.
15. Não encoste no olho ou na pele o bico dos frascos dos colírios e das pomadas para os olhos.
16. Mantenha a receita médica junto aos medicamentos.
17. Nunca espere o medicamento acabar para providenciar nova receita, para comprá-lo ou buscá-lo na unidade de saúde.
18. Guarde os medicamentos suspensos ou antigos em local separado dos medicamentos em uso.


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    Por questão de foro íntimo, estamos encerrando nesta data as atividades deste blog .