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Este blog FOI um órgão divulgador da Comissão Local de Saúde da Unidade Básica de Saúde Dr. Clóvis Boechat de Menezes (Centro de Saúde Pompeia). Ele ATUAVA como um quadro de avisos e propagador de práticas saudáveis para o dia a dia. Por questão de foro íntimo, suas atividades foram enceradas em 16 de novembro de 2022.
Hérnia de disco, um
problema maior do que se vê
Dra. Meira Souza*
Se você
já frequentou uma clínica de dor, hérnia de disco é provavelmente uma expressão
que você já ouviu.
A intensidade de uma dor de hérnia é intensa e infelizmente não é um quadro raro.
Tenho pacientes que apresentam dores por hérnia de disco que não possuem esse diagnóstico e pacientes que há anos lidam com este problema, realizando dezenas de
intervenções
e tratamentos sem sucesso.
Não é raro que algum paciente passe por uma cirurgia e não possua mais a hérnia quando observada em uma ressonância, no entanto continue com a dor.
Essa situação é inevitavelmente angustiante e parece um caminho sem saída, por isso é importante compreendermos como se forma uma hérnia em primeiro lugar.
Uma hérnia de disco é formada quando uma vértebra saí do lugar. Entre as vértebras existe uma estrutura chamada disco que é muito parecido em textura com uma bala ou chiclete, o disco funciona como um amortecedor e permite que tenhamos mobilidade na coluna.
Com exceção das situações no qual ocorre um trauma externo, uma hérnia não é construída da noite para o dia, é uma situação de agravos diários que eventualmente leva a um quadro extremamente doloroso.
Em torno da coluna existem vários músculos que se estão muito tensos criam um esmagamento da coluna vertebral, fazendo com que os discos desidratem e percam volume, o que deixa as vértebras mais próximas uma da outra.
Essas alterações musculares são tão poderosas que deslocam a o eixo da coluna causando desvios e retificações.
Estas estruturas alteradas condicionam um aumento de pressão dentro do disco. A coluna vista de perfil apresenta várias curvas, exatamente para evitar que o todo o peso do corpo repouse apenas sobre as últimas vértebras.
Um paciente com o quadro de hérnia de disco nunca apresenta um único problema, por isso é possível que as intervenções sejam ineficazes contra a dor, mesmo que a hérnia seja retirada cirurgicamente.
Isso ocorre porque o corpo que evoluiu para uma hérnia apresenta muito agravos nos músculos, nos tendões e ou mesmo nos ossos; como artrose e atrites. A hérnia era apenas uma parte do quadro de dor, mas não responsável pelo inteiro.
Vulnerabilidades musculares muitas vezes são negligenciadas até que exista um grande problema. Para evitar isso, é necessário prestar atenção em todos os sinais que um corpo entrega.
Um indivíduo que apresente quadro de dor nas costas é um candidato para os cuidados preventivos da hérnia. Onde há dor, há um problema, mesmo que não seja visível através de exames, como radiografias, tomografias e ressonâncias.
Hérnia é a tradução de uma coluna adoecida e exige mais cuidados do que uma intervenção externa, ela precisa de uma adequação no estilo de vida para ser completamente restaurada.
Preste atenção ao seu corpo, onde seu estresse se manifesta e como minimizá-lo,
pequenos passos diários são mais poderosos do que um único grande passo.
*A Dra. Meira Souza é responsável pela clínica de
dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade:
vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos
alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os
temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no
programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas
e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos
telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo” e é uma das
introdutórias ao próximo livro da autora "Emagre-Ser", que está sendo
editado pela editora Autêntica.
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PBH vai ampliar vacinação com as doses de convocados que não foram aos postos
Isso significa que as pessoas que perderam as datas para a aplicação da segunda dose deverão esperar a chegada de novas remessas do Ministério da Saúde e nova convocação da Prefeitura, para completar o esquema vacinal.
A mesma regra valerá para o público que ainda for convocado para tomar
a segunda dose e não comparecer a um posto de vacinação no prazo máximo de uma
semana.
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Câncer, um tópico delicado
Dra. Meira Souza*
Ao longo
dessa jornada de escrita, revi muitos aprendizados, estudei e me aprofundei
para trazer conteúdo da maneira mais leve possível.
Hoje é
difícil ser leve.
Ao falarmos
sobre câncer nunca haverá um modo 100% adequado de se manifestar, um tema tão
delicado e assustador poderia passar em branco pelo conforto de não termos que
encará-lo.
Mas ele é
real e por isso os colocarei de frente a ele para que cada vez menos essa seja
uma realidade.
Nos
renovamos com muita frequência.
Ao sofremos
alguma lesão ou corte, no local da ferida as células crescerão mais rapidamente
e só voltarão ao seu ritmo normal de produção quando o local estiver
cicatrizado.
Geralmente
as células sabem quando iniciar e finalizar o processo de multiplicação.
Quando a
célula, perde a capacidade de controlar essa replicação surgem os tumores que
por mais assustadores que sejam nem sempre são tão preocupantes, se o tumor for
não maligno como verrugas e miomas uma remoção já é o suficiente para acabar
com o problema, no entanto, quando malignos se tornam cânceres.
É possível
desenvolvê-lo em todo o corpo.
Embora
exista um enorme investimento em pesquisas não se sabe ainda a causa precisa do
descontrole no crescimento das células.
É provável
que sejam causas multifatoriais.
Muitas
pessoas acreditam que estão geneticamente condenadas a desenvolvê-lo também,
felizmente isso não é uma verdade absoluta, embora o histórico familiar
implique em maiores riscos, a maioria dos pesquisadores concorda que como fator
isolado a genética colabora em apenas 5 a 15% dos casos.
Acredita-se
que câncer é causado por fatores que são contornáveis com alimentação,
exercícios e estilo de vida. Fatores ambientais também fazem diferença, como
viver em algum lugar muito industrializado ou no campo.
Sabemos que
o cigarro e a obesidade são fatores que contribuem muito para o aumento na
probabilidade de desenvolver câncer.
Um corpo
obeso dificilmente não será inflamado e a inflamação desorganiza o corpo
através de várias vias, uma delas é a hepática.
O fígado é
extremamente importante no processo de limpeza do corpo, quando saudável, ele
filtra as toxinas e ajuda eliminá-las do corpo.
Para seu bom
desempenho ele não deve estar sobrecarregado, metabolizando alimentos ou
bebidas em excesso. Dessa maneira o fígado não conseguirá eliminar toxinas e
elas alterarão o estado de saúde do corpo.
A produção
excessiva de insulina pelo pâncreas estimulará o aumento do hormônio do
crescimento, que pode provocar a multiplicação desenfreada de células tumorais.
Inflamações
representam um estresse para o corpo, isso influencia o sistema imunológico
que, enfraquecido, é uma porta aberta para muitas doenças inclusive a
contaminação de vários vírus que aumentam incidência de câncer.
Excessos
confundem o corpo e fazem com que ele não seja capaz de trabalhar de maneira
adequada.
Cuide de
você e preserve quem você ama.
*A
Dra. Meira Souza é responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e
Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida
com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a
coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável
pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que
explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam
ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada no
jornal “O Tempo” e é uma
das introdutórias ao próximo livro da autora "Emagre-Ser", que está
sendo editado pela editora Autêntica.
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CÁLCULO RENAL (PEDRA NO
RIM)
Os rins são duas glândulas de cor vermelho-escuro, em forma de feijão, localizadas na região lombar (costas). São os órgãos responsáveis por filtrar e excretar os dejetos presentes no sangue.
Cálculos renais ou pedras nos rins são formações endurecidas
que se formam nos rins ou nas vias urinárias, resultantes do acúmulo de
cristais existentes na urina.
Causas mais frequentes:
– predisposição genética;
– volume insuficiente de urina, ou urina supersaturada de
sais;
– fatores ambientais, como o clima quente, exposição ao calor
ou ao ar condicionado no trabalho;
– sedentarismo;;
– obesidade;
– dieta rica em proteínas e em sal;
– baixa ingestão de líquidos;
– alterações anatômicas;
– obstrução das vias urinárias;
– hiperparatireodismo (transtorno hormonal relacionado ao
metabolismo do cálcio);
– imobilização prolongada;
– presença de doenças inflamatórias intestinais, como a
Doença de Crohn.
Sintomas:
Em poucos casos, os pacientes podem não apresentar sintomas
ou sentir pouca dor durante a passagem da pedra pelo canal que leva a urina do
rim para a bexiga (ureter). Porém, a maioria apresenta os sintomas a seguir:
– dor muito forte, quase insuportável, que começa nas costas
e se irradia para o abdômen em direção à virilha. É uma dor que se manifesta em
cólicas, isto é, com um pico de dor intensa seguido de certo alívio;
– náuseas e vômitos;
– sangue na urina;
– suspensão ou diminuição do fluxo urinário;
– necessidade de urinar com mais frequência;
– infecções urinárias.
Tratamento:
O tratamento pode ser clínico, com medicamentos para o
controle da dor e para auxiliar na eliminação espontânea do cálculo. Quando o
cálculo não é expelido espontaneamente, podem ser necessários outros
procedimentos, tais como:
– bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à
fragmentação do cálculo, o que torna sua eliminação pela urina mais fácil
(litotripsia);
– cirurgia para retirar o cálculo dos rins ou do ureter após
sua fragmentação (cirurgia endoscópica ou ureteroscopia).
Algumas vezes, baseado em uma extensa investigação clínica e
laboratorial, é necessário o uso de medicamentos que alteram a composição da
urina.
Prevenção:
A prevenção da formação dos cálculos urinários baseia-se,
principalmente, em uma mudança nos hábitos de vida, especialmente:
– aumento da ingestão de água e de sucos naturais
(preferencialmente os sucos cítricos, como de limão);
– diminuição do consumo de sal e de alimentos ricos em
proteína animal;
– prática de atividade física regular;
– perda de peso.
Recomendações:
– ao perceber a possibilidade de estar eliminando um cálculo,
utilizar um filtro de papel para recolhê-lo. A análise de sua composição pode
orientar o médico na escolha do tratamento mais adequado;
– usar apenas medicamentos contra dor prescritos pelo médico;
– procurar atendimento médico, especialmente se tiver dores
intensas nas costas ou no abdômen e sinais de sangue na urina.
IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/calculo-renal-pedra-no-rim/.
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O QUE É KEFIR?
Segundo a nutricionista Tatiana Zanin, o kefir é uma bebida
que melhora a flora intestinal, auxilia a imunidade e melhora o trânsito
intestinal, isso porque é constituído por bactérias e leveduras probióticas, ou
seja, que promovem a saúde geral do organismo.
As bactérias do kefir podem ser cultivadas em casa com
segurança e a produção da bebida é fácil e se assemelha à produção de iogurte
natural. Existem dois tipos de kefir, o de leite e o de água, que contém as
mesmas bactérias e leveduras, porém adaptadas a ambientes distintos. Além
disso, esses dois tipos de kefir podem ser diferenciados de acordo com as
enzimas presentes em sua composição.
Nestes links encontram-se algumas explicações sobre o
probiótico: https://www.youtube.com/watch?v=QyJMYaJm_f8
e https://www.youtube.com/watch?v=LZ9X_Qg_STw.
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