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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

REUNIÃO VIRTUAL DA CISAM

 

REUNIÃO VIRTUAL AMANHÃ - DIA 18 DE FEVEREIRO



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A PEDIDO DE UM LEITOR QUE É ATIVISTA AMBIENTAL

 Nota de apoio e solidariedade ao professor Apolo Lisboa

A água é um bem natural, público, essencial à vida e de uso comum de todos os seres vivos, não somente dos humanos ricos. Muito menos em nome de um desenvolvimento econômico a qualquer custo que empobrece o povo que forma a base da pirâmide social.

V. o texto completo n/ link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc8YQBxtUgAvZWXMMlPvBfbgbHXTuMzUNKlqMkv6kSBasoJgw/viewform.


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domingo, 13 de fevereiro de 2022

CRÔNICA DE HOJE

 MAIS DO QUE PODEMOS VER

Drª. Meira Souza*

Acho que não fui a primeira e com certeza não serei a última a questionar a existência humana, aonde chegamos, como chegamos e para onde vamos.

Apresentamos uma dificuldade histórica em coexistir com outras espécies e diversas vezes nos falta empatia até mesmo com nossos iguais.

Para quem acompanha as crônicas há mais tempo, fica claro que minha clínica e meu consultório é um lugar muito abençoado e que me traz infinitas reflexões.

Durante uma consulta on-line entrei em contato com um paciente que optou por não se vacinar e disse com confiança que tem estudado muito sobre vacinas e que, com certeza, está sabendo mais que os médicos, porque ele está em casa e está aproveitando o tempo para se informar.

Afirmou também que as vacinas não eram necessárias e que se todos se comprometessem com o afastamento social isso já seria suficiente.

Não poderia dizer que ele estava completamente incorreto, caso todos se mantivessem em casa pelo tempo necessário, no entanto este é um pensamento completamente dissociado da realidade.

Este paciente disse que estava trabalhando em regime de home office desde o início do isolamento social, juntamente com sua esposa e filha.

Apesar de estar incomodada com a clara dificuldade deste paciente em compreender o quão impossível é conciliar nossa existência com o completo isolamento, mas decidi apenas escutá-lo por um momento antes de respondê-lo.

Disse a ele que estava muito contente pela situação na qual ele se encontrava, mas que não entendia algumas coisas:

— Você cavou um poço e está obtendo sua própria água?

 — Fiquei curiosa sobre como está produzindo energia elétrica, afinal sua filha está trabalhando em casa, nós estamos conversando pelo computador, então precisa de energia ou não?

— Você já tinha uma horta e consegue produzir seu alimento, ou começou plantar quando começou a pandemia. Tem conseguido se prover de alimentos diversos ou tem feito alguma restrição alimentar.

— Qual o destino tem dado para o seu lixo?

Enquanto eu interrogava o paciente, sua expressão de convicção foi se alterando e ele começou me olhar de um jeito quase raivoso.

Por fim, expressou:

— É Dra. Meira, você é muito esperta....

Diante da delicadeza do tema, continuei escolhendo com muito cuidado as palavras.

— É isso amigo, enquanto você se isola, alguém está cuidando da sua água.

Te provendo de energia elétrica, recolhendo o lixo da sua rua, produzindo o alimento que você encomenda pelo telefone. Cuidando da sua internet.

Eu penso que você não está isolado. Não conheço ninguém que consigo viver realmente isolado.

O que está ocorrendo é que você está ignorando toda uma rede de pessoas que estão se expondo, arriscando e trabalhando para que você, que inclusive não precisa trabalhar presencialmente, fique em segurança no conforto do seu lar, esperando a pandemia passar.

As pessoas que precisam trabalhar fora de uma situação de isolamento precisam da vacina para se protegerem.

A vacina funciona e é necessária para a preservação de nossa existência.

Ter empatia é ver além de suas necessidades, ter empatia é cuidar da existência daqueles que nem sempre podemos ver, mas que também realizam um papel imprescindível para a preservação do coletivo.

Tenham empatia, vacinem-se!

*Responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo”.  O próximo livro da autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora Autêntica.

 

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domingo, 23 de janeiro de 2022

FUMAÇA ESCURA QUE FAZ MAL À SAÚDE

 FLAGRANTE - FOTO ENVIADA POR UMA LEITORA DESTE BLOG

UNIDADE DE RECEBIMENTO DE PEQUENOS VOLUMES (URPV) DA AV. DOS ANDRADAS CONTINUA SENDO UMA AMEAÇA  À SAÚDE DOS MORADORES DA REGIÃO LESTE:

Queima de plásticos, borrachas e vários outros tipos de lixo (ontem, dia 22/01, às 9 horas):



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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A CRÔNICA DE HOJE É SOBRE UM ASSUNTO MUITO IMPORTANTE: INTOLERÂNCIA À LACTOSE


 Somos aquilo que construímos

Drª. Meira Souza*

Não é novidade o quanto é difícil mudar de hábitos, ficamos, meses, anos e até mesmo a vida inteira enterrados em um tipo de comportamento, não é simples pensar que em três dias uma nova rotina será criada.

Certa vez, consultei uma mãe e filha que, apesar de terem intolerância à lactose, baseavam sua alimentação fortemente em laticínios.

Os sintomas de intolerância à lactose são clássicos, até hoje, nenhum dos pacientes que senti necessidade de pedir o exame voltaram negativados.

No entanto, muitas vezes entro em discordância com o paciente, que está acostumado com sintomas clássicos da intolerância, mas despreparado para lidar com outras faces do problema.

Dores abdominais, flatulências e diarreias ao consumir leite são sintomas tão óbvios que não precisam ser profundamente pesquisados.

Infelizmente, não são sempre estas as manifestações da intolerância à lactose, fortes dores de cabeça, inflamações do aparelho respiratório, rinites, bronquites, sinusites, quadros semelhantes a asma, alterações de pele e acne também são manifestações deste problema.

Diante destas outras facetas da intolerância, mesmo diante do exame positivo, é comum que o paciente tenha dificuldades em compreender que terá benefícios reais em sua saúde com a retirada do leite de sua dieta.

Foi o que ocorreu com essa mãe que desejava manter o uso de leite para as duas e fazer o uso da enzima lactase. Eu disse que essa não era a minha conduta.

Conclui explicando que a intolerância à lactose, não é uma alteração isolada, e que normalmente traduz um quadro de disbiose intestinal e que além da retirada do leite era importante organizar dieta para tratar este intestino vulnerável.

Ainda assim, a ideia de retirar o leite era algo muito incomodo para ela e então ela me levou várias literaturas sobre a enzima lactase e queria me convencer que a solução para elas era o uso da lactase.

Eu disse que se ela entendia que essa era a solução que ela deveria fazer o que ela considerava melhor, mas que ela não teria a minha aprovação.

Embora existam diversos comprimidos de lactase no mercado, realmente não vejo que os ingerir seja a melhor opção, visto que é muito complexo fazer a dosagem entre a quantidade necessária de lactase a ser tomada por leite consumido, e tendo excesso, tanto de lactase como de lactose o intestino sofrerá.

Mesmo as propostas de leite no lac, sofrem com este problema. Em casos como este, eu indico que o paciente opte por um leite vegetal que mais agradá-lo.

Mudar hábitos é desafiador, mas muito mais recompensador para a sua saúde e te dará benefícios como: melhor disposição, humor, qualidade do sono, na melhora de quadros dolorosos e muito frequentemente, também em quadros de candidíase muito comum no universo feminino, mas também presente nos homens.

A solução de nossos problemas e a origem deles, parte da rotina que nós nos permitimos ter.

Vamos fazer diferente?

*Responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo”.  O próximo livro da autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora Autêntica.

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    Por questão de foro íntimo, estamos encerrando nesta data as atividades deste blog .