Este blog FOI um órgão divulgador da Comissão Local de Saúde da Unidade Básica de Saúde Dr. Clóvis Boechat de Menezes (Centro de Saúde Pompeia). Ele ATUAVA como um quadro de avisos e propagador de práticas saudáveis para o dia a dia. Por questão de foro íntimo, suas atividades foram enceradas em 16 de novembro de 2022.
CALENDÁRIO
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022
A PEDIDO DE UM LEITOR QUE É ATIVISTA AMBIENTAL
Nota de apoio e solidariedade ao professor Apolo Lisboa
A
água é um bem natural, público, essencial à vida e de uso comum de todos os
seres vivos, não somente dos humanos ricos. Muito menos em nome de um
desenvolvimento econômico a qualquer custo que empobrece o povo que forma a
base da pirâmide social.
V. o texto completo n/ link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc8YQBxtUgAvZWXMMlPvBfbgbHXTuMzUNKlqMkv6kSBasoJgw/viewform.
Contato
com este blog: conslocsaudepompeia@gmail.com.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
CRÔNICA DE HOJE
MAIS DO QUE PODEMOS VER
Drª. Meira Souza*
Acho que não
fui a primeira e com certeza não serei a última a questionar a existência
humana, aonde chegamos, como chegamos e para onde vamos.
Apresentamos
uma dificuldade histórica em coexistir com outras espécies e diversas vezes nos
falta empatia até mesmo com nossos iguais.
Para quem
acompanha as crônicas há mais tempo, fica claro que minha clínica e meu
consultório é um lugar muito abençoado e que me traz infinitas reflexões.
Durante uma
consulta on-line entrei em contato com um paciente que optou por não se vacinar
e disse com confiança que tem estudado muito sobre vacinas e que, com certeza,
está sabendo mais que os médicos, porque ele está em casa e está aproveitando o
tempo para se informar.
Afirmou
também que as vacinas não eram necessárias e que se todos se comprometessem com
o afastamento social isso já seria suficiente.
Não poderia
dizer que ele estava completamente incorreto, caso todos se mantivessem em casa
pelo tempo necessário, no entanto este é um pensamento completamente dissociado
da realidade.
Este
paciente disse que estava trabalhando em regime de home office desde o início
do isolamento social, juntamente com sua esposa e filha.
Apesar de
estar incomodada com a clara dificuldade deste paciente em compreender o quão
impossível é conciliar nossa existência com o completo isolamento, mas decidi
apenas escutá-lo por um momento antes de respondê-lo.
Disse a ele
que estava muito contente pela situação na qual ele se encontrava, mas que não
entendia algumas coisas:
— Você cavou
um poço e está obtendo sua própria água?
— Fiquei curiosa sobre como está produzindo energia elétrica, afinal sua filha está trabalhando em casa, nós estamos conversando pelo computador, então precisa de energia ou não?
— Você já
tinha uma horta e consegue produzir seu alimento, ou começou plantar quando
começou a pandemia. Tem conseguido se prover de alimentos diversos ou tem feito
alguma restrição alimentar.
— Qual o
destino tem dado para o seu lixo?
Enquanto eu
interrogava o paciente, sua expressão de convicção foi se alterando e ele
começou me olhar de um jeito quase raivoso.
Por fim,
expressou:
— É Dra.
Meira, você é muito esperta....
Diante da
delicadeza do tema, continuei escolhendo com muito cuidado as palavras.
— É isso
amigo, enquanto você se isola, alguém está cuidando da sua água.
Te provendo
de energia elétrica, recolhendo o lixo da sua rua, produzindo o alimento que
você encomenda pelo telefone. Cuidando da sua internet.
Eu penso que
você não está isolado. Não conheço ninguém que consigo viver realmente isolado.
O que está
ocorrendo é que você está ignorando toda uma rede de pessoas que estão se
expondo, arriscando e trabalhando para que você, que inclusive não precisa
trabalhar presencialmente, fique em segurança no conforto do seu lar, esperando
a pandemia passar.
As pessoas
que precisam trabalhar fora de uma situação de isolamento precisam da vacina
para se protegerem.
A vacina
funciona e é necessária para a preservação de nossa existência.
Ter empatia
é ver além de suas necessidades, ter empatia é cuidar da existência daqueles
que nem sempre podemos ver, mas que também realizam um papel imprescindível
para a preservação do coletivo.
Tenham
empatia, vacinem-se!
*Responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e
Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida
com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a
coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável
pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que
explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam
ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada
no jornal “O Tempo”. O próximo livro da
autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora Autêntica.
Contato com
este blog: conslocsaudepompeia@gmail.com.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
domingo, 23 de janeiro de 2022
FUMAÇA ESCURA QUE FAZ MAL À SAÚDE
FLAGRANTE - FOTO ENVIADA POR UMA LEITORA DESTE BLOG
UNIDADE DE RECEBIMENTO DE PEQUENOS VOLUMES (URPV) DA AV. DOS ANDRADAS CONTINUA SENDO UMA AMEAÇA À SAÚDE DOS MORADORES DA REGIÃO LESTE:
Queima de plásticos, borrachas e vários outros tipos de lixo (ontem, dia 22/01, às 9 horas):
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
A CRÔNICA DE HOJE É SOBRE UM ASSUNTO MUITO IMPORTANTE: INTOLERÂNCIA À LACTOSE
Somos aquilo que construímos
Drª. Meira Souza*
Não é novidade o quanto é difícil mudar de hábitos,
ficamos, meses, anos e até mesmo a vida inteira enterrados em um tipo de
comportamento, não é simples pensar que em três dias uma nova rotina será
criada.
Certa vez, consultei uma mãe e filha que, apesar de
terem intolerância à lactose, baseavam sua alimentação fortemente em
laticínios.
Os sintomas de intolerância à lactose são clássicos,
até hoje, nenhum dos pacientes que senti necessidade de pedir o exame voltaram
negativados.
No entanto, muitas vezes entro em discordância com o
paciente, que está acostumado com sintomas clássicos da intolerância, mas
despreparado para lidar com outras faces do problema.
Dores abdominais, flatulências e diarreias ao consumir
leite são sintomas tão óbvios que não precisam ser profundamente pesquisados.
Infelizmente, não são sempre estas as manifestações
da intolerância à lactose, fortes dores de cabeça, inflamações do aparelho
respiratório, rinites, bronquites, sinusites, quadros semelhantes a asma,
alterações de pele e acne também são manifestações deste problema.
Diante destas outras facetas da intolerância, mesmo
diante do exame positivo, é comum que o paciente tenha dificuldades em
compreender que terá benefícios reais em sua saúde com a retirada do leite de
sua dieta.
Foi o que ocorreu com essa mãe que desejava manter o
uso de leite para as duas e fazer o uso da enzima lactase. Eu disse que essa
não era a minha conduta.
Conclui explicando que a intolerância à lactose, não
é uma alteração isolada, e que normalmente traduz um quadro de disbiose
intestinal e que além da retirada do leite era importante organizar dieta para
tratar este intestino vulnerável.
Ainda assim, a ideia de retirar o leite era algo
muito incomodo para ela e então ela me levou várias literaturas sobre a enzima
lactase e queria me convencer que a solução para elas era o uso da lactase.
Eu disse que se ela entendia que essa era a solução
que ela deveria fazer o que ela considerava melhor, mas que ela não teria a
minha aprovação.
Embora existam diversos comprimidos de lactase no
mercado, realmente não vejo que os ingerir seja a melhor opção, visto que é
muito complexo fazer a dosagem entre a quantidade necessária de lactase a ser
tomada por leite consumido, e tendo excesso, tanto de lactase como de lactose o
intestino sofrerá.
Mesmo as propostas de leite no lac, sofrem com este
problema. Em casos como este, eu indico que o paciente opte por um leite
vegetal que mais agradá-lo.
Mudar hábitos é desafiador, mas muito mais
recompensador para a sua saúde e te dará benefícios como: melhor disposição,
humor, qualidade do sono, na melhora de quadros dolorosos e muito
frequentemente, também em quadros de candidíase muito comum no universo
feminino, mas também presente nos homens.
A solução de nossos problemas e a origem deles,
parte da rotina que nós nos permitimos ter.
Vamos fazer diferente?
*Responsável pela clínica de dor
do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade:
vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos
alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os
temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no
programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas
e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos
telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo”. O
próximo livro da autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora
Autêntica.
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Por questão de foro íntimo, estamos encerrando nesta data as atividades deste blog .
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Michelle Cristiane ao se despedir do Centro de Saúde Alto Vera Cruz: Queridos colegas, Ao longo de dois anos e dois meses qu...