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domingo, 23 de janeiro de 2022

FUMAÇA ESCURA QUE FAZ MAL À SAÚDE

 FLAGRANTE - FOTO ENVIADA POR UMA LEITORA DESTE BLOG

UNIDADE DE RECEBIMENTO DE PEQUENOS VOLUMES (URPV) DA AV. DOS ANDRADAS CONTINUA SENDO UMA AMEAÇA  À SAÚDE DOS MORADORES DA REGIÃO LESTE:

Queima de plásticos, borrachas e vários outros tipos de lixo (ontem, dia 22/01, às 9 horas):



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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

A CRÔNICA DE HOJE É SOBRE UM ASSUNTO MUITO IMPORTANTE: INTOLERÂNCIA À LACTOSE


 Somos aquilo que construímos

Drª. Meira Souza*

Não é novidade o quanto é difícil mudar de hábitos, ficamos, meses, anos e até mesmo a vida inteira enterrados em um tipo de comportamento, não é simples pensar que em três dias uma nova rotina será criada.

Certa vez, consultei uma mãe e filha que, apesar de terem intolerância à lactose, baseavam sua alimentação fortemente em laticínios.

Os sintomas de intolerância à lactose são clássicos, até hoje, nenhum dos pacientes que senti necessidade de pedir o exame voltaram negativados.

No entanto, muitas vezes entro em discordância com o paciente, que está acostumado com sintomas clássicos da intolerância, mas despreparado para lidar com outras faces do problema.

Dores abdominais, flatulências e diarreias ao consumir leite são sintomas tão óbvios que não precisam ser profundamente pesquisados.

Infelizmente, não são sempre estas as manifestações da intolerância à lactose, fortes dores de cabeça, inflamações do aparelho respiratório, rinites, bronquites, sinusites, quadros semelhantes a asma, alterações de pele e acne também são manifestações deste problema.

Diante destas outras facetas da intolerância, mesmo diante do exame positivo, é comum que o paciente tenha dificuldades em compreender que terá benefícios reais em sua saúde com a retirada do leite de sua dieta.

Foi o que ocorreu com essa mãe que desejava manter o uso de leite para as duas e fazer o uso da enzima lactase. Eu disse que essa não era a minha conduta.

Conclui explicando que a intolerância à lactose, não é uma alteração isolada, e que normalmente traduz um quadro de disbiose intestinal e que além da retirada do leite era importante organizar dieta para tratar este intestino vulnerável.

Ainda assim, a ideia de retirar o leite era algo muito incomodo para ela e então ela me levou várias literaturas sobre a enzima lactase e queria me convencer que a solução para elas era o uso da lactase.

Eu disse que se ela entendia que essa era a solução que ela deveria fazer o que ela considerava melhor, mas que ela não teria a minha aprovação.

Embora existam diversos comprimidos de lactase no mercado, realmente não vejo que os ingerir seja a melhor opção, visto que é muito complexo fazer a dosagem entre a quantidade necessária de lactase a ser tomada por leite consumido, e tendo excesso, tanto de lactase como de lactose o intestino sofrerá.

Mesmo as propostas de leite no lac, sofrem com este problema. Em casos como este, eu indico que o paciente opte por um leite vegetal que mais agradá-lo.

Mudar hábitos é desafiador, mas muito mais recompensador para a sua saúde e te dará benefícios como: melhor disposição, humor, qualidade do sono, na melhora de quadros dolorosos e muito frequentemente, também em quadros de candidíase muito comum no universo feminino, mas também presente nos homens.

A solução de nossos problemas e a origem deles, parte da rotina que nós nos permitimos ter.

Vamos fazer diferente?

*Responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo”.  O próximo livro da autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora Autêntica.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

CRÔNICA DE HOJE

A vida pede movimento  

Drª. Meira Souza*

No início de minha estrada pela clínica de dor, eu não imaginava que encontraria um número tão grande de pacientes com a recomendação de se tornarem sedentários.

Sei que esta frase inicial pode soar um pouco dramática, no entanto, me lembro como se fosse ontem: uma mulher por volta de seus 50 anos entrou em meu consultório com o diagnóstico de fibromialgia. Para tratar este problema, ela recebeu como recomendação não realizar nenhuma atividade física, chegando ao ponto de eventualmente ser carregada por seu marido e filhos pela casa.

E após três anos de seguir esta recomendação religiosamente, esta paciente procurou meu consultório, ainda com dor e também com osteoporose e uma calcificação da fáscia do músculo vasto medial, o que causava uma dor intensa e diferente das iniciais que a tinham motivado o diagnóstico de fibromialgia.

Ao apresentar o novo a família toda se espantou, como era possível? Após todos esses anos de dedicação ao tratamento o único retorno foi um quadro de piora?

Por mais que este seja um caso extremo, vocês se impressionariam com o número de pessoas que recebem a mesma “prescrição”.

É comum em pacientes que sofrem com dores que na base exista uma musculatura muito desqualificada, frágil demais, muito contraída ou cheia de nódulos fibróticos e algumas vezes, até inflamada, mesmo que o diagnóstico recebido seja hérnia de disco, osteoartrose ou osteoporose.

Em uma abordagem sistêmica vamos encontrar músculos colaborando com este processo e para resolver efetivamente a dor precisamos qualifica-lo e, definitivamente, não existe nenhuma fórmula que conserte músculos que não envolva movimento.

Frequentemente escuto de meus pacientes que eles não conseguem se exercitar, independentemente da idade, esta frase é dita por idosos e adolescentes, claro que em proporções diferentes.

No entanto, nosso corpo pede movimento, o exercício físico melhora a oxigenação muscular, libera endorfinas, melhora a força, a coordenação, o equilíbrio, promove a redução do e pasmem, melhora a autoestima.

É muito bacana e emocionante receber uma paciente de 80 ou mais anos comprometida com uma reabilitação, chegando na clínica cada vez mais erguida, cada vez, mais feliz com suas conquistas físicas, tal qual uma criança indo para suas primeiras aulas de natação.

Não espere para se exercitar e se comprometer com uma vida saudável no momento em que saúde já não fizer mais parte da integridade da sua vida.

É uma fala antiga, mas é verdade: prevenir é melhor do que remediar.

Exercitar-se e evitar um problema é muito mais simples do que resolver este problema, além de evitar muita dor.

Estas conquistas, não se esqueçam, são muito mais duradouras do que os efeitos de qualquer remédio e também são um sinal de liberdade.

*Responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo”.  O próximo livro da autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora Autêntica.

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terça-feira, 30 de novembro de 2021

UM FATO EM FOCO

 Infelizmente, a queima de materiais inservíveis em via pública – muitas vezes causadora de fumaça tóxica (como pneus, plásticos e até fios furtados) - é uma constante que as autoridades não conseguem (ou não se esforçam) por coibir.

Esta foto nos foi enviada por uma leitora com a informação de que ela foi obtida ontem, dia 29, às 17h. A queima teria sido realizada em plena via pública - na Rua Souza Aguiar, no Bairro São Geraldo:




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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

CRÔNICA DE HOJE

 Quem constrói a sua história?

Drª. Meira Souza*

Muitas vezes nossa racionalidade nos faz esquecer que, em essência, somos animais, e, como todos eles, às vezes, chegar perto demais pode ser perigoso. Demorei muito tempo para entender isso, no entanto, várias vezes ainda me pego caindo nesta mesma armadilha.

Sempre que pergunto ao meu paciente os motivos de ele ter adoecido corro o risco de não o ver mais; muitas vezes esta pergunta toca em alguma ferida profunda e quem se dói diversas vezes corre ou “morde”.

Se implicar como responsável por algo de ruim que te ocorre é no mínimo desconfortável = e eu entendo isso - culpar uma força externa pelos males que nos afetam parece de certa forma um tipo de cuidado.

“Sim, este mal me ocorreu, mas não fui eu que me fiz sofrer.”

A dor, além de tudo, é impaciente. Os anos de adoecimento que levaram a determinado quadro, precisam ser resolvidos em dias, quiçá horas.

Muitos pacientes se aproximam de mim e verbalizam com clareza: “doutora, não quero entender nada, só quero que essa dor passe. Por favor me dê um remédio que faça ela ir embora.” Sensibilizo-me muito com estas histórias, e, por vezes, até choro.

No entanto, não é dessa maneira que o corpo funciona, o paciente que chega a mim com quadro de dor extrema, em quase 100% das vezes já chega ao meu consultório com doses altas de medicação; quanto mais forte for o remédio que eu der para ele, mais seu corpo necessitará, e ele não estará isento de nenhum efeito colateral.

A medicina não tem remédio para todas as dores, meu trabalho é regido sobre essa máxima. A maior parte de qualquer saúde é construída na rotina, e não no consultório. O mundo que desejo é um no qual a saúde seja mais democrática, não uma ferramenta de lucro; esperamos a doença acontecer, pois é muito mais lucrativo tratá-la que preveni-la.

Gostaria de observar uma realidade diferente das clínicas de dor.

Remédios deveriam ser ferramentas para construir uma saúde melhor.

Deveriam sim, entrar na vida de pacientes, mas nunca sem previsão de saída.

Ser o protagonista de sua saúde é entender que você é o seu vilão e seu herói em todos os momentos. Mesmo que precise de ajuda ou orientação de algum “mestre”, só você é capaz de construir sua própria jornada de uma vida digna e feliz.

*Dra. Meira Souza é responsável pela clínica de dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia. É autora dos livros: “Obesidade: vire essa página da sua vida com qualidade de vida”, “O Reino encantando dos alimentos”, “Viva bem com a coluna que tem”. É também palestrante sobre os temas que atua. É responsável pela coluna Construindo saúde na TV BH News, no programa Revista BH News, que explora temas ligados à saúde apresentando dicas e fatos cotidianos que possam ajudar na construção da saúde dos telespectadores. Esta crônica foi publicada no jornal “O Tempo”.  O próximo livro da autora "Emagre-Ser" está sendo editado pela editora Autêntica.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

VACINA DA PFIZER CONTRA A COVID-19

 


É BOM SABER

Que a vacina da Pfizer, nos casos em que é indicada,  está sendo aplicada pelo Centro de Saúde Pompeia em local espaçoso e arejado: Salão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia (Rua Iara, 204).

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    Por questão de foro íntimo, estamos encerrando nesta data as atividades deste blog .